CARBOXITERAPIA NÃO É DE EXCLUSIVIDADE DO MÉDICO

A técnica de Carboxiterapia não é um procedimento de exclusividade do profissional médico, pois o FISIOTERAPEUTA é reconhecido na área da saúde pelo MEC como um profissional de nível universitário. E até o presente momento, não existe nenhum documento legal que PROIBA a utilização da CARBOXITERAPIA. O que existe são apenas dois PARECERES de alguns órgãos públicos como CREFITO-2 (permite os profissionais do Rio de Janeiro a trabalharem com esta técnica) e COFFITO. Esta questão só terá melhor resolução com a instituição da Lei do Ato Médico, até lá não há respaldo legal para o impedimento, tornando esta discussão mais reservar de mercado e confundindo quem realmente importa com este assunto, o cidadão brasileiro.

Se analisarmos o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, aprovado pela RESOLUÇÃO COFITO-10 de 3 de Julho de 1978, verificaremos que não há nenhuma proibição da utilização de TÉCNICAS MINIMANTE INVASIVAS (agulhas). Agora se analisarmos a RESOLUÇÃO COFFITO 8 e 80, observaremos que é citado os AEROTERÁPICOS, como uns dos recursos terapêuticos PERMITIDOS pelo profissional de fisioterapia, neste quadro encaixa-se perfeitamente a técnica CARBOXITERAPIA.
A AEROTERAPIA é definida como; terapia baseada na aplicação de GÁS SOB a PRESSÃO ou RAREFEITO, PURO ou ACRESCIDO de MEDICAMENTOS para tratar patologias.

Já a CARBOXITERAPIA é definido como; terapia baseada na aplicação de GÁS CARBÔNICO MEDICINAL sob via subcutânea, a uma determinada pressão, sem acrescimento de medicamentos, utilizando simplesmente os seus efeitos fisiológicos e terapêuticos.
A única Proibição que é feita ao profissional FISIOTERAPEUTA é a realização de ATO CIRÚRGICO e a PRESCRIÇÃO de MEDICAMENTOS.

Este é um tratamento que tem liberação da ANVISA, órgão responsável pela comprovação da eficácia dos tratamentos no Brasil. Este órgão não libera a pratica de procedimento quando há riscos a saúde e quando não há documentação cientifica. Segundo a ANVISA, a CARBOXITERAPIA é considerada como ato não cirúrgico, sendo que o CO2 medicinal é uma substância não medicamentosa, não embólica e atóxica produzida fisiologicamente entre 1,5 a 2,0 litros em nosso organismo. Vale relembrar que, como em qualquer procedimento fisioterápico há suas particularidades (indicações e contra-indicações). Por ser um procedimento “novo” e muitas pós-graduações em Fisioterapia Dermato-Funcional não possuir o tema CARBOXITERAPIA como disciplinar curricular, é aconselhável ao profissional de fisioterapia que tenha interesse em trabalhar com esta técnica, que esteja capacitado através de um curso de capacitação.

Dr. Milton Beltrão Jr
Um dos pioneiros da técnica Carboxiterapia no Brasil
• Especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional pela FMU-SP (2008);
• Bacharel em Fisioterapia formado pelo Centro Universitário São Camilo-SP (2006);
• Aprimoramento em Terapias de SPA´S e Clínica de Estética - Centro Avançado de Estética PAYOT-SP - Diretor Clínico e Sócio - Beltrão Esthetic - SP;
• Palestrante em diversos Simpósios e Mini-Cursos em instituições: BIOSET-SP, PAYOT-SP, UNITALO-SP, CAMPCURSOS- SP/Campinas-SP, Markesine Esthetic - Salvador, Onove-SP,Centro de Estudos e Treinamento Ana Carolina Puga – Sertãozinho – SP, Posture - SP entre outras instituições;
• Palestrantes dos seguintes temas Microgalvanopuntura, Carboxiterapia, Peeling Químico e Físico, Radiofreqüência e Laser - Diodo e Luz Intensa Pulsada;